28 de JANEIRO de 1988
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domingo, 25 de novembro de 2012
“Michael não poderia ter sido mais legal…”
Segunda-feira, 8 de outubro de 1988. Arena Meadowlands, East Rutherford, Nova Jersey.
O desenho que estamos segurando na foto acima foi eu quem fiz. Michael queria que eu fizesse caricaturas baseadas em seus seis clipes, lançados naquela época. Infelizmente, o flash refletiu e acabou atrapalhando a visualização desse desenho. O outro, logo atrás, também foi feito por mim e Michael o autografou.
Michael tinha me contratado para fazer um livro infantil de desenhos para colorir baseados em seu filme, Moonwalker. Isso aconteceu durante a turnê de Bad, bem no auge de sua carreira. O projeto levou cerca de um ano, já que era preciso esperar o Michael ter tempo de ver o que eu estava fazendo e, então, dar sua opinião sobre meus desenhos.
Depois de voltar da parte européia da turnê, Michael foi para Nova Jersey. Minha esposa e eu ganhamos ingressos vips daquele show. Já na arena, fui levado até seu grande camarim, com uma pequena sala reservada ao fundo para que Michael pudesse se vestir. Tinha muita gente por lá até que, de repente, Michael apareceu com o figurino de Bad, repleto de fivelas e cintos. Ele fechou a porta e eu fiquei ali.
Quando Michael Jackson dizia que era muito tímido, não estava brincando. O olhar em seu rosto, para mim, era de puro medo. Senti que ele seus olhos rodavam por toda aquela sala, provavelmente procurando alguém. Depois de alguns segundos, ele entrou no meio da multidão. Aquela seria a única vez que eu teria a grande oportunidade de conhece-lo, então, achei melhor fazer alguma coisa. Fui até ele e dei um tapinha em seu ombro. Pensei comigo mesmo: “Uau, estou tocando no ombro do Michael Jackson!”. Ele se virou para mim e, já que o ambiente estava bem barulhento, me inclinei para sussurrar em seu ouvido, ainda pensando: “Eu estou sussurrando no ouvido do Michael!”. Eu me apresentei e disse que era o cara que estava fazendo o seu livro de colorir. No segundo em que ele ficou sabendo quem eu era, qualquer um que nos visse naquele momento teria pensado que nós dois nos conhecíamos há anos! Michael era gracioso e extremamente simpático! Me falou que estava realmente gostando dos desenhos que eu estava fazendo para o livro de colorir.
Eu o levei até os meus outros desenhos e ele se acabou de rir quando os viu. Nós conversamos um pouco e ele não poderia ter sido mais legal. Preciso dizer que esse foi um dos encontros mais emocionantes que eu já tive em toda a minha vida.
- Rick Tulka fez os incríveis desenhos de “Moonwalker, The Coloring Book”.
Fonte: http://www.positivelymichael.com/forums/showthread.php?7971-The-stories-behind-the-photos/page6
Extraido do Blog: http://mjfotosefatos.wordpress.com/
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BAD - O album
Jackson Conquista Tokyo (NY Times, Setembro 1987)
New York Times, 14 de setembro de 1987.
TOKYO, 13 de setembro – Michael Jackson começou sua turnê mundial aqui no último sábado, cantando com ingressos esgotados para uma platéia de 38,000 fãs no estádio de beisebol Korakuen.
Enquanto o sr. Jackson fazia sua entrada, seus fãs se levantavam dos assentos e gritavam “My-ke-ru, My-ke-ry” – a pronúncia japonesa do seu nome.
“Eu não consigo parar de amá-lo!” exclamou a srta. Ikeda, 19 anos de idade, pegando emprestada a letra da nova canção do sr. Jackson, I Just Can’t Stop Loving You. A srta. Ikeda, que disse que fez questão de estudar as letras das canções do sr. Jackson para que ela pudesse entendê-las, foi para a Califórnia e para a Flórida há três anos atrás só para vê-lo se apresentar.
Ikuko Yamahoto, 18, chegou ao show usando chapéu e luva brilhante de Michael Jackson. “Mesmo que eu não entenda as letras,” ela disse, “as melodias dele vão direto para o meu coração. Ele é mágico.”
O sr. Jackson, 29 anos, apareceu no palco rodeado por fumaça branca e feixes de luz. Depois de abrir o show com Wanna Be Startin’ Something, ele disse “Konnichiwa” – “oi” em japonês – e a platéia explodiu em aplausos.
As canções do álbum Thriller tiveram uma recepção especial. Quando o sr. Jackson apresentou seu sucesso Beat It, praticamente todos no estádio bateram palmas e dançaram à música.
Quando o show terminou, meninas jovens podiam ser vistas arrancando cuidadosamente os posters de Michael Jackson que estavam nas paredes do estádio, para levá-los para casa como lembrança.
“Foi uma graça quando Michael falou em japonês,” disse Kaoru Imai, 26.
“O show foi melhor do que eu pensei que seria,” disse Mitsuo Awaka, explicando que ele tinha dúvidas se Jackson seria capaz de reproduzir a qualidade de seus discos em um show ao vivo.
O sr. Awaka acrescentou, “Se eu conseguir outro ingresso, eu gostaria de vê-lo se apresentar novamente.”
“Tufão Michael,” como o sr. Jackson está sendo chamado pela mídia aqui, tem causado tumulto no Japão desde o final de junho, quando seu empresário anunciou que o cantor iria começar sua primeira turnê solo mundial no país. Ele está marcado para se apresentar em Tokyo e outras três cidades aqui. Ingressos para todos os 13 shows, variando entre $35 e $45, esgotaram horas depois de abrirem as vendas, e dizem que cambistas estão faturando até $775 por eles.
Fotos do sr. Jackson são estampadas em ítens que vão de capas de revistas até toalhas de mão. Há camisetas de Michael Jackson sendo vendidas a $14, cópias de autógrafos de Michael Jackson por $10, e “chapéus do Michael”, como aqueles que ele usa no palco, a $32.
“Os chapéus estão vendendo muito,” disse Ayumi Fukuda, uma das 100 jovens vendendo souvenirs em frente ao estádio no sábado.
Mas ela acrescentou que os posters de Michael Jackson, o livro de fotografias e as sacolas de compra do Michael Jackson também eram populares.
Bad vende bem
Outro dia, em frente uma loja de discos na tumultuada área de compras de Tokyo, dezenas de jovens se amultuaram em frente a dois monitores de televisão que estavam tocando clipes de Michael Jackson. Um vendedor da loja disse que o álbum Bad estava vendendo muito bem – particularmente na versão em CD.
“Nós começamos com 500 na loja,” ele disse. “E em três dias, 300 já tinham sido vendidos.”
Existem “Espaços do Michael” em lojas de discos de Tokyo que vendem todos os álbuns do sr. Jackson assim também como memorabilia do cantor. O disco Bad foi lançado aqui em 31 de agosto, e mais de 150,000 cópias foram vendidas no primeiro dia. Inicialmente, 450,000 cópias do disco foram prensadas e enviadas às lojas de disco, mas as lojas já estão fazendo mais pedidos, dizem que numa faixa de 10,000 cópias por dia. Cerca de dois milhões de discos de Michael Jackson, ambos novos e velhos, devem ser vendidos no Japão até o final do ano.
Acompanhado por Bubbles
O sr. Jackson chegou no aeroporto Narita na quarta-feira, e embora os patrocinadores dos shows, N.T.T., Pepsico e Nihon Television, tentassem manter sua data de chegada e horário em segredo, centenas de fãs estavam lá para saudá-lo.
O chimpanzé de estimação do sr. Jackson, Bubbles, que recebeu aqui tanta publicidade quanto o astro do rock, chegou algumas horas antes, usando uma camisa de listras vermelhas e brancas. Bubbles foi acompanhado por três membros da equipe de Jackson.
Lojas em Tokyo começaram a vender chimpanzés de pelúcia chamando-os de “Animais do Michael”, em homenagem a Bubbles. E a rede de lojas de sorvete Hobson anunciou que estava celebrando o começo da turnê do sr. Jackson dando uma concha de sorvete grátis para cada consumidor que comprasse um Bubbles de pelúcia a $21.
Michael Jackson se apresenta no sábado à noite em Tokyo.
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Michael Visita Sua Antiga Escola, Gardner Rua Da Escola Primária
11 de OUTUBRO DE 1989
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Momentos BAD TOUR
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BAD - 25 ANOS (In Box)
Lançado originalmente em 1987 o álbum Bad foi o terceiro da carreira de Michael Jackson e fez história ao alcançar o topo das paradas de sucesso com 5 singles. Esta Edição de colecionador traz 3 CDs e um DVD de show inédito, apresentado exclusivamente para o Príncipe Charlie e Princesa Diana, em 1988. O CD 1 apresenta o álbum original digitalmente remasterizado. O segundo CD apresenta versões exclusivas e inéditas dos bastidores da gravação de Bad e o terceiro CD traz o áudio do show do DVD.
BAD - O Album
"Michael Jackson - Bad"
Data de Lançamento: 1987
10 faixas, 43 minutos, aprox.
Faixa a Faixa:
01. Bad (4:06)
02. The Way You Make Me Feel (4:58)
03. Speed Demon (4:01)
04. Liberian Girl (3:52)
05. Just Good Friends (4:05)
06. Another Part Of Me (3:53)
07. Man In The Mirror (5:18)
08. I Just Can't Stop Loving You (4:23)
09. Dirty Diana (4:52)
10. Smooth Criminal (4:16)
Gravadora: Epic
Produzido por: Quincy Jones
(contra capa)
Bad é o sétimo álbum de estúdio em carreira solo lançado por Michael Jackson pela Epic em 31 de agosto de 1987, que figura como a última das três colaborações do cantor com o produtor Quincy Jones. Nos anos 1980, recebeu críticas severas da imprensa e foi considerado pouco ousado na comparação com álbuns anteriores do astro, principalmente em comparação à Thriller, seu álbum anterior de 1982 — O mais vendido e bem sucedido de todos os tempos.
Em contrapartida, porém, foi bem recebido pelo público e vendeu 35 milhões de cópias em todo o mundo. Estreou em 1º das paradas de sucesso em 25 países (algo inédito para a época), e permaneceu, durante algum tempo, como o segundo disco mais vendido da história.
Compositor talentoso, Michael gravou o álbum em um período de três anos, se dedicando especialmente à composição. Nove das onze canções de Bad são de autoria dele. Entre os colaboradores estão Stevie Wonder, com quem Jackson divide vocais na canção "Just Good Friends", e Siedah Garrett, que canta com ele em "I Just Can't Stop Loving You".
No álbum, Michael experimentou escrever sobre temas bem inusitados. Algumas letras geraram polêmica. Em "Smooth Criminal", o astro relata a história de uma mulher vítima de violência sexual. Já "Dirty Diana" fala das groupies, jovens que tentam cultivar intimidade com ídolos em troca de fama e dinheiro. Muitos acreditavam que a Diana da canção era, na verdade, Diana Ross, com quem Jackson tinha cultivado amizade no passado e havia se distanciado.
Um recorde de nove canções foram lançadas como compacto durante a divulgação de Bad. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Foi a primeira vez que um artista colocou cinco músicas de um mesmo álbum em 1º lugar na história da música. Uma sexta canção, "Another Part of Me", ainda chegou ao topo da lista de black music.
O primeiro vídeo filmado para promover o álbum foi da faixa-título, "Bad". O curta-metragem de 18 minutos foi dirigido por Martin Scorsese e conta com a participação de Wesley Snipes. Quando o clipe estreou na televisão, em 31 de agosto de 1987, gerou grande controvérsia, especialmente por causa das alterações na aparência do cantor. Michael ainda gravou outros oito vídeos para faixas de Bad. Canções como "Smooth Criminal" e "Leave Me Alone" ganharam versões para a TV quando incluídas no musical Moonwalker, um longa-metragem lançado pelo astro em 1988.
Este foi o ultimo disco, com a produção de Quincy Jones.
Agora eu vou falar um pouco das melhores faixas de Bad
Das 11 faixas de Bad apenas duas não tiveram chance como compacto: "Speed Demon" e "Just Good Friends". As canções "Leave Me Alone" e "Liberian Girl" foram lançadas somente para as rádios nos Estados Unidos e devido às regras da Billboard na época não constaram nas listas.
"I Just Can't Stop Loving You": Primeira canção lançada como single da Era Bad. Sem video clipe, a música obteve grande sucesso comercial. Jackson cantou-a em suas Bad World Tour e Dangerous World Tour.
"Bad": Escrita por Mike para ser um dueto entre Prince e ele, mas depois de muitas brigas entre os dois gênios da música, foi lançada, sem a parceria de Prince, como 2º single da era Bad e 1º a obter um clipe dessa era. Nele, Jackson aparece pela primeira vez com a pele um pouco mais clara, mas mesmo por causa desse fato Bad é uma de suas músicas mais famosas.
"The Way You Make Me Feel": obteve grande sucesso no mundo todo, principalmente por causa de seu video clipe que conta com uma coreografia brilhante e uma tematica sensual, como sempre, totalmente desenvolvida por Jackson.
"Man In The Mirror": Apesar de ter alcançado o 1º lugar nos Estados Unidos, no mundo a canção não foi muito bem recebida. Principalmente pelo fato do video clipe Jackson não aparecer.
"Dirty Diana": Música envolvente com um rock relativamente pesado. O video clipe simula um show ao vivo. Alcançou 1º lugar quase no mundo todo.
"Another Part of Me": Em poucos países alcançou o 1º lugar. O video clipe é inteiramente ao vivo e foi gravado em um show da Bad World Tour em Londres.
"Smooth Criminal": Trilha sonora de seu musical Moonwalker, "Smooth Criminal", fez um grande sucesso, grande parte por causa de seu video clipe inovador e interesante. Na Inglaterra, onde a canção obteve o maior exito entre os países de língua inglêsa, "Smooth Criminal" estreou na excelente #3 posição das paradas dos 75 singles mais vendidos do país, alcançando o #1 uma semana depois e permancendo no topo pelas cinco semanas seguintes.
"Leave Me Alone": Apesar de não ter sido lançada nos Estados Unidos, o video clipe ganhou um premio do Grammy pelos efeitos especiais.
"Liberian Girl": Canção dedicada a sua grande amiga: Elizabeth Taylor. O video clipe obtem participação de muitos astros da época.
Michael usou uma jaqueta de ouro niquelado em estilo militar durante a era"Bad".
FOTO CURIOSA:
Michael gravando batidas de seu coração para "Smooth Criminal
No início da canção Michael incorporou as batidas do seu próprio coração, para que a música desse um ar de suspense, foram usados também passos feito com um sapatos em um piso de madeira.
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Karol Dobrittz
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domingo, 18 de novembro de 2012
Como Michael Jackson fez Bad
A história de como o lendário álbum, que acabou de completar 25 anos e será relançado em breve em um conjunto de três discos, foi forjado pela reação Wacko Jacko contra opop star.
foto MJJ San Emerson
No auge de sua fama, Michael Jackson desapareceu.
Em 1984, ele parecia estar em toda parte: nos comerciais da Pepsi e da MTV, no Grammy e até na Casa Branca; nas revistas Rolling Stone e Time e nos em todos os Estados Unidos, com a turnê Victory. No ano seguinte, porém, com exceção de uma breve aparição com We Are The World, ele estava longe de ser visto. “O ano de 1985″, escreveu Gerri Hirshey para a Rolling Stone, “tem sido um buraco negro para os observadores de Michael, que testemunharam o desaparecimento de um astro espetacular desde que o cometa Halley foi para o lado mais distante do sistema solar em 1910″. Era um movimento estratégico de um artista que entendia o poder da antecipação e da mística. 1986 foi a mesma coisa. Jackson era tido como um recluso “escondido”, e fez poucas aparições públicas.
Na sua ausência, apareceu uma enxurrada de histórias fantásticas sobre santuários, câmaras hiperbáricas e ossos do Homem Elefante. A maioria delas era inofensiva (e realmente divertiam Jackson), mas havia um lado mais sombrio na reação da mídia. Jackson se tornara o afro-americano mais poderoso na história da indústria do entretenimento. Ele não tinha somente construído um império com seus próprios álbuns, vídeos e performances de arrasar, como também havia ressuscitado a sorte da CBS/Epic Records, trazido vida à MTV e definido o nível das apresentações ao vivo. Inteligentemente, ele também mantinha total propriedade de suas gravações e, com a ajuda de seu advogado John Branca, adquiriu ativamente os diretos de publicações das canções da banda Sly and the Family Stone, de Ray Charles, e, claro, a jóia da coroa da música pop: o catálogo dos Beatles da ATV.
Não por acaso, foi este o exato momento em que a maré começou a mudar. De pesos pesados da indústria e da mídia, agora surgia suspeita, ressentimento e inveja. Ficou claro que Jackson não era apenas um ingênuo homem-criança (como era representado inúmeras vezes), ou um cantor e dançarino que sabia e aceitava o seu lugar como um artista estático e submisso.
Ele estava burlando algumas das figuras mais poderosas da indústria. Ele estava crescendo artística e financeiramente. E ele estava começando a aprender a manejar seu considerável poder e sua influência cultural para fins mais sociais e políticos.
Ele estava burlando algumas das figuras mais poderosas da indústria. Ele estava crescendo artística e financeiramente. E ele estava começando a aprender a manejar seu considerável poder e sua influência cultural para fins mais sociais e políticos.
“Ele não vai ser perdoado tão cedo por ter virado tanto o jogo”, escreveu James Baldwin, em 1985, “ele com certeza pegou o anel de bronze, e o homem que quebrou o banco em Monte Carlo não tem nada a mais que o Michael. Todo esse barulho é sobre a América, como a guardiã desonesta da vida e da riqueza dos negros; é sobre os negros, especialmente os homens negros nos Estados Unidos; é sobre a culpa americana, queimada e enterrada; e sobre os papéis sexuais e de pânico sexual; e sobre dinheiro, sucesso e desespero…”.
A reação, então, não era apenas sobre as percebidas excentricidades de Jackson. Era também sobre poder, dinheiro e formas mais sutis de dominação institucional e cultural. Nas décadas anteriores a Jackson, como James Brown colocou, os artistas negros estavam muitas vezes “no show, mas não no show business“.
Agora, Jackson era uma força financeira a ser contada. Seu status, no entanto, também o transformou num alvo enorme.
Agora, Jackson era uma força financeira a ser contada. Seu status, no entanto, também o transformou num alvo enorme.
A partir de 1985, a mídia tornava-se cada vez mais cruel com o artista. “Eles desejam nosso sangue, não nossa dor“, Jackson escreveu numa nota, em 1987.
Os tablóides logo começaram a depreciá-lo com o apelido de Wacko Jacko (um termo desprezado por Jackson). Foi um termo aplicado pela primeira vez ao pop star em 1985, pelo tablóide britânico The Sun, mas sua etmologia vai mais longe.
Jacko Macacco era o nome de um famoso macaco usado nas rinhas de macacos na arenaWestminster Pit, em Londres, no começo de 1820.
Posteriormente, o termo “Jacco” ou “Jacco Macacco” virou uma gíria londrina para se referir aos macacos em geral. O termo persistiu no século XX, quando os “Macacos Jacko”se tornaram brinquedos populares para as crianças da Grã-Bretanha na década de 50.
Eles permaneceram comuns nos lares britânicos até 1980 (e ainda podem ser encontrados no Ebay).
Os tablóides logo começaram a depreciá-lo com o apelido de Wacko Jacko (um termo desprezado por Jackson). Foi um termo aplicado pela primeira vez ao pop star em 1985, pelo tablóide britânico The Sun, mas sua etmologia vai mais longe.
Jacko Macacco era o nome de um famoso macaco usado nas rinhas de macacos na arenaWestminster Pit, em Londres, no começo de 1820.
Posteriormente, o termo “Jacco” ou “Jacco Macacco” virou uma gíria londrina para se referir aos macacos em geral. O termo persistiu no século XX, quando os “Macacos Jacko”se tornaram brinquedos populares para as crianças da Grã-Bretanha na década de 50.
Eles permaneceram comuns nos lares britânicos até 1980 (e ainda podem ser encontrados no Ebay).
O termo “Jacko”, então, não surgiu do nada, e certamente não foi concebido como um termo carinhoso. Nos anos seguintes, ele seria usado pelos tablóides e pela mídia mundial como um desprezo que não deixava dúvidas sobre a sua intenção.
Mesmo para aqueles que não tinham conhecimento das raízes e da conotação racistadesse termo, obviamente, o usaram para humilhar e rebaixar seu alvo. Como na cena de Ralph Ellison no filme Homem Invisível, foi um processo com finalidade de reduzir Michael Jackson como ser humano e artista à Jacko, o espetáculo midiático para a diversão dos invejosos. (É importante notar que, embora o termo tenha sido usado amplamente pela mídia dos brancos, era raramente usado – isso SE usado – por jornalistas negros).
Mesmo para aqueles que não tinham conhecimento das raízes e da conotação racistadesse termo, obviamente, o usaram para humilhar e rebaixar seu alvo. Como na cena de Ralph Ellison no filme Homem Invisível, foi um processo com finalidade de reduzir Michael Jackson como ser humano e artista à Jacko, o espetáculo midiático para a diversão dos invejosos. (É importante notar que, embora o termo tenha sido usado amplamente pela mídia dos brancos, era raramente usado – isso SE usado – por jornalistas negros).
Este foi o começo da corrente sinistra que girava em torno de Jackson e que teve um grande impacto na psique dele e na do público (especialmente nos Estados Unidos). A tensão entre controle e liberação ou vazamentos durante o álbum Bad e seus vídeos.
No curta de Leave Me Alone, por exemplo, Jackson transmite sutilmente a realidade carnavalesca de sua vida como artista. Inspirado em parte por As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, um Jackson gigante é – literalmente – preso numa atração de um parque de diversão enquanto cachorros em ternos corporativos estacam no chão para mantê-lo no lugar. Mais tarde no vídeo, ele canta em jornais, notas de dólar e dentro de reconstituições de histórias sensacionalistas. É um exame astucioso sobre aprisionamento, exploração e dupla consciência na era Pós-Moderna.
Parte do “desaparecimento” de Jackson, então, também teve a ver com as realidades de sua vida. Ele não conseguia mais andar livremente em qualquer parte do mundo sem ser assediado, escrutinado e dissecado.
Seu retraimento era seu ofício. De 1985 a 1987, longe dos olhos do público, ele estava escrevendo e gravando fertilmente.
As sessões de Bad acabariam por gerar mais de 60 músicas em vários estados de conclusão. Em determinado momento, Michael considerou lançá-lo como um álbum triplo.
As sessões de Bad acabariam por gerar mais de 60 músicas em vários estados de conclusão. Em determinado momento, Michael considerou lançá-lo como um álbum triplo.
Jackson chamava seu estúdio caseiro em Hayvenhurst de “O Laboratório”. Este foi o lugar onde a magia era criada com um pequeno grupo de músicos e engenheiros, incluindo Matt Forger, John Barnes, Chris Currel e Bill Bottrel (muitas vezes referido como o “Time-B”). Hoje em dia, conta-se que Jackson escreveu no espelho de seu banheiro “100 milhões” – o número de cópias que esperava que Bad vendesse. O valor é mais do que o dobro do que Thriller havia vendido naquela época. Era esse o tamanho da ambição de Jackson.
No entanto, não era apenas o sucesso comercial que ele estava procurando. Jackson queria inovar. Ele contou aos colaboradores que queria criar sons que os ouvidos nunca haviam escutado antes. Novos sintetizadores animadores estavam entrando no ramo, naquele momento, incluindo o Fairlight CMI e o Synclavier PSMT.
“Eles realmente abriram outra esfera da criatividade”, lembra o engenheiro de gravação Matt Forger. “O Fairlight tinha essa caneta de luz que podia desenhar uma forma de onda na tela e te permitia modificar a forma dela. O Synclavier era apenas uma extensão disso.
Muitas vezes, nós terminávamos a combinação de dois elementos de sintetizador em conjunto para criar um personagem único. Você poderia fazer isso com o Synclavier, mas também tinha a habilidade num incremento muito fino para ajustar a batida de cada som. E, fazendo isso, dava pra realmente ajustar o som.
Nós estávamos criando um monte de caracteres novos e, então, criávamos uma combinação de sons mixados com síntese FM”.
“Eles realmente abriram outra esfera da criatividade”, lembra o engenheiro de gravação Matt Forger. “O Fairlight tinha essa caneta de luz que podia desenhar uma forma de onda na tela e te permitia modificar a forma dela. O Synclavier era apenas uma extensão disso.
Muitas vezes, nós terminávamos a combinação de dois elementos de sintetizador em conjunto para criar um personagem único. Você poderia fazer isso com o Synclavier, mas também tinha a habilidade num incremento muito fino para ajustar a batida de cada som. E, fazendo isso, dava pra realmente ajustar o som.
Nós estávamos criando um monte de caracteres novos e, então, criávamos uma combinação de sons mixados com síntese FM”.
Jackson estava fascinado com essas novas tecnologias e procurava constantemente novos sons. A abertura de Dirty Diana, por exemplo, foi criada por Denny Jaeger, um especialista em Synclavier e designer da Bay Area. Quando ouviu falar de Jaeger e sua biblioteca de novos sons e paisagens sonoras, Jackson estendeu a mão e o recrutou para Bad. Os sons de Jaeger, por fim, apareceram em Dirty Diana e Smooth Criminal. “Michael estava sempre em busca de algo novo”, diz Forger. “Quanta coisa podemos inventar sozinhos, pesquisando ou encontrando? Havia muito disso acontecendo. Era isso que ‘O Laboratório’ significava”.
O que torna Bad tão intemporal, no entanto, é a maneira como Jackson foi capaz de complementar essa inovação tecnológica com qualidades mais orgânicas, mais comoventes. Em The Way You Make Me Feel, por exemplo, o implacável movimento da batida é justaposto com todos os tipos de qualidades naturais e improvisadas que dão à canção o seu encanto: o vocal ad libs, o estalar de dedos, as harmonias blues, os grunhidos de percussão e suspiros, as exclamações.
O engenheiro de gravação e Bruce Swedien fala sobre como deixou todos os hábitos vocais de Jackson como parte do “quadro geral do som”. Ele não queria fazer uma música “anti-sépticamente limpa” porque perderia seu efeito visceral.
O engenheiro de gravação e Bruce Swedien fala sobre como deixou todos os hábitos vocais de Jackson como parte do “quadro geral do som”. Ele não queria fazer uma música “anti-sépticamente limpa” porque perderia seu efeito visceral.
De muitas maneiras, Bad foi o amadurecimento de Jackson como artista. Quincy Jones o desafiou no início a escrever todo o material e Jackson respondeu, escrevendo 9 das 11 faixas do álbum e dezenas de outras que foram deixadas fora. “Estude os grandes”, ele escreveu numa anotação, “E torne-se o melhor”. Ele falava sobre a “anatomia” da música, falava sobre dissecar suas partes. Ele também estava lendo um grande negócio, incluindo a obra de Joseph Campbell. Ele queria entender o que o simbolismo, os mitos e os temas ressoam ao longo dos tempos e por quê.
Naquela época, ele levou demos para o Westlake Studio para trabalhar com Quincy Jones e Bruce Swedien (o “Time A”), onde a maioria dos elementos-chave das canções tomaram lugar. Agora, era uma questão de detalhes: pinceladas de cores, polimento, aumentos e, para desgosto de Michael, enxugamento. Russ Ragsdale, o engenheiro-assistente, estima que mais de 800 fitas foram criadas para Bad, um número extraordinário.Pilhas de sintetizadores enchiam a sala de monitoramento, onde Jackson muitas vezes trabalhava com o programador de sintetizadores John Barnes. Vocais foram gravados até que Jackson se sentisse satisfeito. Michael, Quincy Jones e Bruce Swedien continuavam ajustando e debatendo as decisões até o último minuto antes do fim do prazo.
Da mesma forma, muita atenção foi dada para os curta-metragens. Em seus comentários após o vídeo de Bad, Jackson indicou não estar ainda completamente satisfeito com a coreografia. Os movimentos tiveram de ser internalizados para que não houvesse qualquer porém. Ele teve que se dissolver nos passos e na música até que se tornasse puro sentimento.
Muitas pessoas ainda não se dão conta da entrada de Jackson em cada detalhe de seu trabalho, de coreografias até a iluminação de trajes para a história. Enquanto ensaiava para o curta de Smooth Criminal, Michael explicou eloquentemente ao diretor Colin Chivers e ao coreógrafo Vincent Paterson a tensão e a libertação que ele esperava alcançar.
“É por isso que nós construímos isso numa montanha e o trazemos para baixo”, ele instruía. “Então, no topo [efeitos de som feitos com a boca] com as cordas altas.
Algo que apenas monte a emoção que nós não colocamos nisso [efeitos de som feitos com a boca]. Apenas uma buzina ou alguma coisa assim, você sabe… Pra montar o sentimento da música… Eu quero que a música represente o modo como nos sentimos… Tem que ditar a nossa emoção, o nosso humor.
Estamos expressando a forma como todos se sentem. É uma rebelião.
Vocês estão me entendendo? Estamos lançando o que sempre quisemos dizer pro mundo.Paixão, e raiva, e fogo!”.
“É por isso que nós construímos isso numa montanha e o trazemos para baixo”, ele instruía. “Então, no topo [efeitos de som feitos com a boca] com as cordas altas.
Algo que apenas monte a emoção que nós não colocamos nisso [efeitos de som feitos com a boca]. Apenas uma buzina ou alguma coisa assim, você sabe… Pra montar o sentimento da música… Eu quero que a música represente o modo como nos sentimos… Tem que ditar a nossa emoção, o nosso humor.
Estamos expressando a forma como todos se sentem. É uma rebelião.
Vocês estão me entendendo? Estamos lançando o que sempre quisemos dizer pro mundo.Paixão, e raiva, e fogo!”.
25 anos depois, os resultados falam por si. Vídeos como Bad e Smooth Criminal estão entre os melhores que o meio tem a oferecer. Canções como Man in the Mirror, The Way You Make Me Feel, Dirty Diana e Another Part of Me permanecem como clássicos no vasto catálogo de Jackson. Ouvir o álbum remasterizado, incluindo os 3 CDs Bad 25 que serão lançados em 18 de setembro, é um lembrete de sua personalidade e seu prazer singular. Ouça as linhas de propulsão do baixo, as camadas de ritmo, a experimentação vocal, as narrativas cinematográficas, as exclamações de assinatura e o vocabulário inventado, a vitalidade e a alegria pura. Este é o pop em seu ponto mais dinâmico, e está, juntamente com o melhor trabalho de Prince, como um dos melhores álbuns da década de 80.
Bad é um retrato do artista no auge de sua forma – ousado, criativo e confiante. Tanto agora como naquela época, “o mundo inteiro tem que responder”.
http://falandodemichaeljackson.wordpress.com/2012/09/11/como-michael-jackson-fez-bad-2/
Tradução Lais Alves do Blog MJ Fotos e Fatos
Thanks my friend I love so Much .
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Karol Dobrittz
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