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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Meu jantar com Michael Jackson


O primeiro álbum que eu peguei emprestado (roubei!) do meu pai foi Off The Wall. Era uma fita cassete com aquela grande foto de um jovem Michael Jackson vestindo um smooking preto, com cabelo grande e um sorriso ainda maior, encostado à uma parede de tijolos.
Em 1988, fui ao meu primeiro show, também de Michael Jackson, quando ele estava em Londres – mais especificamente no estádio Wembley – durante a turnê de Bad. Foi maravilhoso. Ele estava em seu auge e a performance foi espetacular, em todos os sentidos.
Mas a primeira vez que eu realmente conheci Michael Jackson foi em 2006. Fui convidado a ir numa das corridas preliminares do Grand Prix de Fórmula 1, no Barein. Nosso gracioso anfitrião era o príncipe Sheikh Salman bin Hamad bin Isa Al-Khalifa, que também convidou outro membro da realeza, o Rei do Pop, Michael Jackson.
No fim daquela incrível semana R&R (racing & relax / corrida e relaxante), eu, John Legend, Tyson Beckford, DJ Whoo Kid, Simon Webbe e algumas outras pessoas fomos convidados para um jantar no palácio.
Assim como crianças que chegam à Disneylândia, DJ Whoo Kid e eu fomos os primeiros a sair do ônibus quando chegamos ao local. Uma fila de pessoas – começando com o Príncipe herdeiro e sua esposa – foi montada para nos receber. Então, me virei para Whoo Kid e sussurrei: “Ei, aquele cara parece muito com Michael Jackson, não?”. Vejam só, nós não fazíamos ideia de que o MJ estaria lá! Minha reação inicial foi pensar que era alguém muito parecido com ele, mas não o próprio!
Michael estava com o cabelo preto na altura dos ombros e usava um brilhante smoking, com óculos estilo aviador dobrados em sua camisa. Ele realmente sabia como se vestir. Enquanto eu caminhava até Michael, ele estendeu sua mão e disse: “Oi, Tim!”. Isso foi estranho, mas imaginei que o haviam informado antes sobre a nossa chegada. Então, percebi que tinha que tentar quebrar o gelo e falei: “Oi. E você é…?”. O Príncipe e todos os que estavam por perto me olharam incrédulos, mas o Rei do Pop simplesmente respondeu: “Michael.”, sem qualquer tom arrogante. Eu sorri e disse: “Eu sei.” e nós rimos. Para o alívio de muitos, Michael tinha um ótimo senso de humor!
Antes do jantar, todos nós nos dirigimos à sala e começamos a conversar. Michael não disse nada à primeira vista. Ele simplesmente sentou-se, observando tudo, ouvindo a conversa, rindo às vezes e prestando atenção em outras.
Mais tarde, Michael – que inicialmente não havia planejado ficar para o jantar – anunciou que iria permanecer por mais algum tempo. E ele o fez por mais 4 horas!
Em vez de ir para a enorme sala de jantar, o Príncipe preferiu servir a comida na própria sala de estar e menteve aquele clima mais casual. Os funcionários do palácio apareceram com um incrível buffet. Nesse momento, a TV estava ligada – justamente na MTV – e o meu antigo programa, MTV News (que ia ao ar em toda a Europa e Oriente Médio) passou durante o jantar. Eu me senti meio constrangido, já que todos – inclusive o Michael – prestavam atenção na TV.
Algumas coisas me surpreenderam sobre a lenda na vida real: sua voz era tranquila, mas não tão aguda como ouvíamos em suas entrevistas. Talvez isso fizesse parte de seu personagem. Ele não estava usando os seus conhecidos aviadores, mas eu me lembro de vê-lo jogar o cabelo na frente do rosto algumas vezes, quase como se quisesse esconder seus olhos. Ele era menor do que eu pensava que seria, mas, apesar de magro, era forte e bem encorpado (sim, nós nos abraçamos!).
Os assuntos da conversa foram tão diversos como as pessoas que estavam sentadas à mesa. O tema de seu grande retorno logo apareceu. Whoo Kid  comentou que ele deveria “entrar no hip-hop” – deixar o cabelo bem curto, dar uma repaginada no look e adotar o estilo bling*. Quando eu pedi a Whoo Kid para mostrar o seu grande relógio de diamantes, MJ brincou: “O que é isso?!”. Nós não conseguíamos parar de rir.
As piadas não param por aí. Lembro que Tyson Beckford se levantou e desafiou Michael para uma dança. MJ rebateu, dizendo: “Vamos ver o que você sabe…”. Tyson começou a dançar, deu o seu melhor fazendo alguns passos clássicos do Michael e uma tentativa de Moonwalk. MJ riu e continuou: “Tá legal, mas isso é fácil. Pode fazer o Moonwalk para trás e para os lados?”.
Bem na nossa frente, ele mandou alguns passos de dança (e literalmente acabou com Tyson). Todos aplaudiram muito! Michael nos fez uma reverência. Tyson estava sentado no chão, extasiado. Me pareceu que MJ se sentia bem mais confortável ao dançar e, para um homem obviamente tímido, havia uma parte dele que adorava atenção!
Já estava ficando tarde quando Jackson se despediu. Ele disse que ia passar algum tempo com seus filhos – que estavam hospedados no quarto ao lado – e, em seguida, ler um pouco.
O Michael Jackson que eu conheci era um cara que gostava de rir e brincar, mas também parecia feliz ao esquecer que era uma das pessoas mais famosas do mundo, curtindo uma pequena dose de normalidade. Mas isso não foi apenas um jantar normal para mim, foi algo que eu vou contar aos meus filhos um dia.
Por Tim Kash.
* Bling: (Bling-bling) É um estilo, adotado principalmente por rappers, que se caracteriza pelo uso de muitas joias. Esse estilo foi chamado de bling-bling por ser uma referência ao “som” da luz batendo em joias de prata, platina ou diamante. Tambem se denomina ‘Bling-Bling’ o gênero de rap,onde as letras notóriamente fazem menções a esse estilo de se vestir.

Beijo roubado

Em 06 de abril de 1990,uma fã consegue beijar Michael na bochecha na inauguração de cassino Taj Mahal de Donald Trump.


"Nos bastidores da turnê de Janet…"

Conheci Michael Jackson há quase 20 anos. Eu estava na equipe de produção da turnê Rhytm Nation, da sua irmã Janet e nós estávamos em LA. A maioria de seus irmãos já tinha ido aos shows e eu estava na ex
 pectativa de que Michael fosse também, esperava encontrá-lo. Meu chefe, Benny, tinha trabalhado com ele e me garantiu que ele iria. Eu estava tão animada! Eu conheci muitas celebridades, mas aquele era MICHAEL JACKSON! O que mais me lembro é da sua voz, suave e melodiosa, como a de uma criança. Ele foi incrivelmente gentil e nosso encontro foi simples, mas eu fiquei impressionada com sua presença. Parecia que eu estava em outro mundo, realmente. Anos atrás, eu entrei na “Michael Jackson mania”, escutava Thriller toda hora, o vi vencer todos os Grammy daquele ano… Me lembro até de ter escrito no meu diário o quanto eu o amava e era alucinada por sua música. Eu era uma enorme fã!


E agora, ele se foi…
Tanta coisa aconteceu em sua vida desde aquele dia! Ele já havia começado a mudar seu olhar, dias obscuros se aproximavam… Muitas tristezas para um homem tão bom! Também me lembro de que, em 1992, eu estava grata por estar grávida e acabar não trabalhando em sua turnê, como o previsto. “Dangerous” terminou de forma tão abrupta, feia! No entanto, depois disso, Michael ganhou o que pareceu ter sido a sua maior alegria – seus filhos. Meu coração está com eles e com o resto da família de Michael. Sinto por Janet, que sei que deve estar arrasada.
É chocante. E, no entanto, não é surpreendente o fato de que ele não vai envelhecer. Como tantos outros grandes talentos antes dele, Michael estava destinado a passar por essa Terra por um tempo e sair de repente.
Adeus, Michael. Descanse em paz, sabendo que lembraremos sempre do seu verdadeiro dom para a música.





Fonte: http://minhavidamovidaamichaeljackson.blogspot.com.br/

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Foi uma verdadeira honra conhecer Michael Jackson por T-Pain

T-Pain e Michael Jackson
Eu tive o prazer de conhecer Michael Jackson e posso dizer que essa foi uma experiência incrível. Eu estava em Los Angeles e nós recebemos um telefonema do advogado de Michael e seu amigo Peter Lopez (Que descansem em paz) e ele me disse:
“Ei, cara, Michael quer conhecê-lo.”
Eu fiquei encantado, não sabia o que fazer. Eu me perguntava: “Por que ele quer me conhecer?”. Me senti honrado. Então, nesse dia fomos à sua casa durante a tarde. Entramos e fomos para uma das salas que parecia um VERDADEIRO cassino. Ele tinha todas as máquinas de caça-níqueis, mesas de blackjack iguais às do cassino Sahara, de Las Vegas. Foi a coisa mais impressionante que já vi.
O mordomo entrou e falou: “Ei, Michael quer se encontrar com você na sala do ouro.”. Assim, caminhamos para a outra sala e não havia nada em todo o lugar que não fosse ouro! As molduras, os sofás… Ele tinha moedas de ouro sobre a mesa, foi uma loucura! Nós conversamos por horas, tínhamos muito em comum, até o amor pelos quadrinhos! Ele também me disse que sua música favorita era “Bartender”, o que foi muito engraçado.
Mas a parte mais louca aconteceu no meio da conversa, dava pra ouvir os ônibus de turismo do lado de fora, as pessoas no microfone dizendo “Ei, pessoal, esta é a casa de Michael Jackson”. Michael me disse: “Isso é loucura, e acontece todos os dias. As pessoas não vão me deixar em paz. Eu não posso nem sair no meu quintal”. Posso dizer que ele não gostava daquilo. Era muita pressão.
Nós terminamos o encontro com um várias ideias legais, planejando ir ao estúdio para gravarmos algumas músicas, o que nunca aconteceu. Eu queria muito que acontecesse. Foi realmente uma honra conhecer o maior artista do mundo e é um dia que eu vou estimar pelo resto da minha vida. Michael e Peter, obrigado pela lembrança.

Eu dou mais do que um abraço




Meu nome é Sybille e eu sou uma grande fã de Michael Jackson desde 1989. Desde que vi o filme "Moonwalker", não podia esperar para vê-lo em concerto … felizmente, alguns anos mais tarde, ele começou sua "Dangerous Tour". Eu queria ve-lo desesperadamente, e eu fiz. Assim, os melhores momentos da minha vida foram ver Michael em concerto em Bayreuth e Munique, pela primeira vez.
Eu sempre tentei ser a primeira da fila e consegui fazê-lo na maioria das vezes. Durante cada concerto invejava as meninas que tiveram a oportunidade de abraça-lo no palco durante "Shes out of my life" ou You are not alone." Eu queria conhecê-lo tão intensamente, só para ter a oportunidade de abraçá-lo uma vez em minha vida. Esse foi o meu maior sonho e eu nunca pensei que poderia se tornar uma realidade … até que foi anunciado que o MJ viria a Berlim para receber o Prêmio Bambi em 2002. Berlim mudaria minha vida para sempre.

Eu tenho que dizer de antemão que já tinha preparado um grande cartaz para MJ por meses Sabendo que ele adorava crianças fiz muito esforço para encontrar muitas fotos de bebês. Eu havia carregado a bandeira comigo em algum evento MJ anterior, como em Londres, por exemplo. Michael viu a viu uma vez em Londres, cumprimentou-me, mas eu tive a oportunidade de dar-lhe porque o carro foi muito rápido a seguir. Fiquei bastante desapontada por não ter tido a oportunidade de dar durante a sua estadia na Grã-Bretanha naquela época. Mal sabia eu que seria a melhor coisa que poderia ter acontecido. Eu sabia que tudo na vida acontece por uma razão.
Então veio o grande dia, MJ chegou à Alemanha. Eu tive que preparar tudo com urgência para permitir minha chegada ali e Tomar uns dias fora do trabalho e falar com minha melhor amiga, Nicole, como e quando poderíamos chegar a Berlim. Felizmente ela tinha parentes em Berlim,onde poderiamos ficar

Assim por diante terça-feira 19 de novembro 2002, cheguei de trem a Berlim. Na parte da tarde, minha amiga me chamou Nicole estava tão animada que mal conseguia falar. Ela disse que conheceu Michael em seu caminho para o hotel na entrada. Mesmo deixou uma fotografia nos jornais no dia seguinte. Agora, ela estava entre o grupo de garotas de sorte que o haviam conhecido. Eu não esperava o mesmo destino. Fiquei muito feliz por ela, porque eu acho que realmente merecia, mas devo admitir que fiquei um pouco de inveja também. No entanto, logo que cheguei ao Hotel Adlon, Nicole me chamou para pegar um táxi. Ela e eu fomos ao restaurante onde Michael estava jantando no momento. Uma vez lá, eu encontrei um bom lugar em frente da multidão de fãs.

Logo depois, chegou a hora, Michael deixou o restaurante e levado às pressas para entrar no carro que estava à espera no exterior do edifício. Foi uma corrida ao mesmo tempo, mas estava feliz em vê-lo novamente. Passou pela minha cabeça que seria melhor correr na frente do carro, assim MJ podia ver meu cartaz, então eu fiz. Me posicionei na frente do carro, tenho o meu cartaz, enquanto todos um repentino do guarda-costas veio até mim e me pediu para lhe dar, porque Michael queria. Eu nunca pensei que algo assim poderia acontecer. Eu disse que queria dar a Michael pessoalmente e disse que ia perguntar. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo: Ele iria perguntar á Michael! Tudo bem! Meu coração pulou quando ele voltou e disse que Michael tinha dito sim! Pouco tempo depois, eu me encontrei na porta da frente do carro de Michael, falando com ele.
Eu não podia acreditar no que estava acontecendo lá. Isso realmente está acontecendo? Am ?está acontecendo comigo? Eu estava perdida, como em um sonho, porém, foi mesmo a gentileza de Michael ajudar a dizer para os guardas para me deixar entrar. Bem, a primeira coisa que perguntei a Michael,no momento é que eu queria toda a minha vida, se eu pudesse te dar um abraço, ao que ele respondeu: "Sim, é claro, dar-lhe mais do que um abraço!" Falou e me abraçou e olhei em seus olhos. Deus, que foi o momento mais feliz da minha vida e até eu tenho isso gravado em DVD.

Desde então eu sei que sonhos se tornam realidade. Apenas acredite em si mesmo e trabalhar duro para alcançar seus objetivos. Michael era uma pessoa tão incrível, tão inspirador e tão cheio de amor. Lembro-me dele com carinho e saudades dele, mas eu sou muito grata por todos os momentos felizes que Michael trouxe para minha vida e as experiências inesquecíveis que tivemos com outros fãs durante seus shows e o tempo passado na frente dos hotéis.
Estará no meu coração para sempre! Michael, sempre te amarei!

Neste vídeo, 0,20 minutos, você pode ver o momento em que Sybille conhece Michael :





Jantando com Michael

Em março de 1992, Michael estava gravando seu novo vídeo-clipe, “In The Closet”. Pouco antes disso, a MTV fez uma grande promoção pelo mundo, cujo prêmio seria um jantar com Michael, vocês devem lembrar. A vencedora australiana da concurso foi Paula Katsikas. Aqui está a história de Paula:
(Na foto, Paula aparece, à direita, ao lado do marido, com outros vencedores da promoção feita pela MTV)
“Foi em março de 1992, ainda me lembro como se fosse ontem. Eles [a MTV] estavam estreando o novo clipe de Michael, “Remember The Time”, aqui na Austrália, assim como foi feito em todo o mundo, com a promoção da próxima turnê, “Dangerous”. Também foi feita uma competição, em que o vencedor e um acompanhante iriam aos Estados Unidos para jantar com Michael. A expectativa para esse clipe foi enorme e eu me lembro de ter assistido ao vídeo atônita, várias e várias vezes, espantada com o fato de que, quando você pensa que já viu tudo que há para ver de Michael, ele traz algo ainda mais brilhante do que antes!
Na noite seguinte, ainda na mesa de jantar, e enquanto anotava os últimos dados para o concurso de uma vida, uma competição que nada nem ninguém poderia me impedir de entrar, me lembro de virar para a minha família e dizer, ainda que um pouco céptica: “Só esperem e verão, eu vou ganhar isso!” O engraçado é que eu ganhei e nem sabia disso ainda!
Na segunda-feira seguinte, liguei para o meu trabalho para informar que não iria naquele dia, já que não estava me sentindo bem. Meu supervisor comentou alguma coisa sobre Michael Jackson, mas como eu estava indisposta, acabei não dando muita atenção e desliguei. Alguns minutos depois, recebi outra ligação do trabalho, de algumas garotas histéricas gritando no telefone: “Paula, você ganhou! Você ganhou!”. Precisei de mais dois telefonemas do meu trabalho e outros dois da MTV para acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Juro que, quando desliguei a última chamada, toda a vizinhança deve ter me ouvido gritar! Eles já sabiam que o vencedor da Austrália era eu, já que o resultado foi divulgado no sábado anterior, mas eu e meu marido estávamos num casamento e não pudemos ver TV naquele dia. Quer dizer, numa promoção dessas, você não acredita MESMO que vai ganhar. Enfim, cerca de uma semana ou duas depois, meu marido e eu estávamos indo rumo aos Estados os Unidos para jantar com Michael Jackson.
Fomos recebidos no aeroporto por uma limosine linda, e levados ao hotel La Belage, em Hollywood, onde nos encontramos com alguns representantes da MTV e os outros vencedores. Todos os 30 ganhadores e seus acompanhantes estavam lá. Eles [a produção da MTV] fizeram uma festa naquela noite para que todos nós nos conhecêssemos, e, na manhã seguinte, fomos de ônibus até o hotel Marriott Palm Desert, em Palm Springs, onde tivemos tempo de nos arrumar para que fôssemos, naquela noite, levados ao local do jantar para conhecer o Michael.
Nos levaram à um local secreto, onde Michael havia filmado algumas cenas para “In The Closet” durante o dia. Quando chegamos no set do vídeo para tirar fotos e conhecer o cenário, antes de Michael chegar, a sensação foi surreal! Eu vejo essas fotos hoje, depois assisto o clipe com Michael e Naomi, e ainda é difícil acreditar que cheguei a ir naquele mesmo local!
                             (Foto do cenário de In The Closet, tirada por Paula)
               (Paula e os outros vencedores da promoção no set de In The Closet)
Havia um grande letreiro na entrada do local do jantar, e, quando chegamos ao restaurante, vimos que o clima era realmente de um carnaval tropical! Ficamos muito, muito animados naquela noite, vimos animais maravilhosos, como um elefante, um guepardo, um camelo, uma lhama, um chimpanzé, e um puma – que me fazia sentir que, a qualquer momento, se levantaria e se transformaria no Michael, como acontece em “Black or White” -, um mágico, cuspidores de fogo e dançarinos do Rio de Janeiro. O ambiente estava fantástico e Michael não poupou despesa! O lugar tinha sido criado como um restaurante com pequenas mesas redondas. Nós estávamos sentados à direita e, à nossa frente, havia uma mesa vazia, com um papel escrito “Reservada”. Para a nossa alegria, nos informaram que aquela seria a mesa do Michael!
Àquela altura do dia, já estávamos sendo esmagados pela emoção de imaginar que, a qualquer minuto, Michael entraria pela porta e se sentaria ao nosso lado. Nós mal podíamos nos conter e a agonia da espera estava nos matando! Lembro-me de irmos lá fora para esperar Michael chegar de helicóptero, mas logo fomos informados que tínhamos que voltar para dentro e nos sentar antes que ele chegasse. Voltamos ao restaurante, até que, finalmente, Michael apareceu na porta! Era como se a Terra simplesmente parasse. A mídia tem sido muito cruel, principalmente naquela época, afirmando Michael era estranho e esquisito, mas deixe-me dizer: eu não vi nada de estranho ou esquisito. Eu vi um homem bonito e bem vestido atravessar a porta, sendo incrivelmente educado e gracioso como sempre foi, e eu nunca vou esquecer aquele sorriso, que, de tão hipnotizante, chegava a me tirar o fôlego. Ele realmente parecia incrível! A única coisa estranha que me lembro é de como tudo parecia se iluminar quando ele passava e de como você simplesmente não conseguia tirar os olhos dele.
Michael cumprimentou todas aquelas pessoas e depois foi se sentar. Lembro de ter ido ao seu encontro com o meu marido, lhe dando um abraço e um coala (não de verdade, é claro), que ele colocou em seu colo e começou a dar tapinhas. A visão daquele momento era impagável! Nós lhe agradecemos o jantar e lhe perguntei se ele iria à Austrália em breve. Michael respondeu “sim” e disse que iria fazer alguns shows da turnê lá. Ele se referia à sua próxima turnê, “Dangerous”. (Os shows da “Dangerous Tour” na Austrália, posteriormente, foram cancelados, e tivemos que esperar até a turnê “History” para ver Michael novamente.) Eu tinha gravado na minha cabeça todas as coisas que iria dizer à ele, mas, quando estava na sua frente, as palavras simplesmente NÃO SAÍAM! Ele literalmente me deixou sem palavras.
Eu me lembro que Michael se levantou e foi dançar a Conga. Ele e Naomi foram puxados por um dos dançarinos cariocas e todo mundo entrou numa fila atrás deles. Lá estávamos nós, dançando a Conga com Michael Jackson… Não é algo que se faz todos os dias! Também me lembro de quando a produção chamou a gente para a sessão de fotos com Michael; de como meu marido, que foi posicionado diretamente atrás dele para as fotos, colocou as duas mãos nos ombros de Michael e as manteve ali, mesmo depois do fotógrafo ter dito para tirá-las. Michael apenas virou a cabeça e deu aquele sorriso adorável! Também me lembro de Michael se virando para nós, uma vez que as fotos tinham sido tiradas, agitando as mãos e inclinando a cabeça para nós, num gesto de reverência. Ali estava aquele grande astro, o maior entertainer do mundo, que permanecia com sua essência humilde. A única coisa que eu não me lembro sobre aquela noite, mesmo que tenha sido um jantar, é de ter comido qualquer coisa. Eu sei que havia muita comida lá, tudo preparado pelo chef pessoal de Michael, e me lembro de Michael dar a primeira colheirada para iniciar o jantar, mas não me lembro de ter comido uma só coisa. Acho que, pelo fato de o Michael estar tão perto de mim, comida era a última coisa que vinha em minha mente naquela noite.
                 (Michael, Naomi e os participantes da promoção dançando a Conga)
Era para Michael ter ficado no jantar apenas por meia-hora naquela noite, mas ele acabou ficando por cerca de duas horas e meia. Estas foram as duas melhores horas e meia da minha vida e que serão lembradas e valorizadas junto com Michael para o resto da minha vida.
Nós não estávamos autorizados a tirar fotos de Michael com nossas próprias câmeras, tinham nos dito que se fizéssemos isso, Michael provavelmente apenas se levantaria e iria embora, e ninguém queria isso. Acho que, desta forma, ele poderia relaxar mais um pouco e curtir a noite sem que se sentisse invadido pelos flashes dos chatos paparazzis, com câmeras constantemente em seu rosto. De qualquer maneira, a MTV nos enviou as fotos que foram tiradas e um rápido vídeo de Michael conosco. Freqüentemente, eu olho essas fotos e assisto ao vídeo para me lembrar que realmente aconteceu, que não foi apenas um sonho.
Michael pode ter sido tirado de nós fisicamente, mas ele está tão profundamente guardado no meu coração e no de meu marido que ninguém pode tirá-lo de lá sem arrancar nossos corações fora também.
Obrigada, Michael, por esta lembrança tão linda! Obrigada, Michael, por tudo o que você tem nos dado e por tudo o que você foi. Você sempre será amado e nunca será esquecido!”
Para quem quiser assistir ao vídeo também:


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Encontros com Michael, por Bryan Ulrich


A primeira vez que vi Michael Jackson pessoalmente foi no Harlem, Nova York. Michael estava lá para fazer uma manifestação contra Tommy Motolla e a Sony Records. A coletiva de imprensa foi realizada no escritório de Al Sharpton.
Sabendo do forte esquema de segurança e do assédio dos fãs, eu decidi que arranjaria um jeito de entrar no prédio antes da chegada de Michael, na esperança de me esconder em algum lugar lá dentro para vê-lo ao menos de longe. Encontrei o que parecia ser um lugar seguro, parecia ser uma sala em construção ou reforma. Resolvi que entraria num armário daquela sala antes que Michael fosse conduzido à tal.
Com certeza, os meus instintos estavam certos e meu plano funcionou, já que Michael logo chegou com sua comitiva de seguranças. Eu era corajoso o suficiente para passar por todo aquele esquema de segurança, então, saltei do armário e quase fui posto pra fora da sala.
Mas foi o próprio Michael que, rapidamente, acalmou os seguranças e disse: “Está tudo bem, eu quero tirar uma foto com ele”.
Meu segundo encontro com Michael aconteceu em 2003, em Beverlly Hills, Califórnia, quando soube que ele estava indo fazer compras na Santa Monica Boulevard. Normalmente, Michael iria à loja depois de avisar aos funcionários sobre sua ida e, então, o estabelecimento fecharia as portas temporariamente para sua proteção e privacidade.
No entanto, eu sabia que, se você estivesse na loja ANTES da chegada de Michael, certamente não seria convidado à sair. Por isso, fui correndo para a tal loja pouco antes de Michael chegar com seus filhos.
Uma vez dentro da loja, Michael não apenas me deu vários autógrafos e tirou algumas fotos comigo, como também veio ao meu socorro de novo! Eu deixei a loja por um breve momento para pegar uma guitarra que estava no meu carro e que queria muito que Michael a autografasse. Quando tentei retornar ao estabelecimento, o porteiro me impediu. De alguma forma, eu consegui chamar a atenção do Michael e, imediatamente, a porta foi aberta, ele me chamou e autografou minha guitarra. Tudo isso foi filmado pela Entertainment Tonight e por outros programas.
Contudo, não se passaram muitos anos até que eu realmente começasse a cultivar uma relação com Michael e sua grande equipe de seguranças e assistentes. Em outubro de 2008, Michael Jackson se mudou de sua casa em Las Vegas para Los Angeles, para a preparação de sua turnê This Is It. De outubro à janeiro, Michael ficou hospedado no hotel Bel Air, e depois foi para a que seria sua última casa, em Holmby Hills.
De outubro até – eu ainda não consigo acreditar – seus últimos dias, em junho de 2009, dediquei grande parte do meu tempo para ir à procura de Michael. Desde o primeiro dia de audiência para a escolha dos dançarinos – realizado num pequeno estúdio em Van Nuys – até os ensaios diários que aconteciam em Burbank, e seus passeios de compras que variavam de Barnes & Nobles (*grande rede de livrarias) a Westwood, e suas idas à lojas de roupas e de artigos colecionáveis em Los Feliz e West Hollywood – eu sempre estava lá para dar presentes e lembranças a Michael, os quais ele adorava receber.
Em abril de 2009, o próprio Michael me perguntou se poderia pegar emprestados alguns cartazes que eu tinha levado para que ele autografasse. Na ocasião, ele os queria para decorar a festa de aniversário de sua filha, Paris. É claro que eu permiti, e posso dizer que Michael realmente apreciou o meu gesto.
Michael adorava ser seguido por seus fãs, e isso o fazia perceber que ainda se importavam com ele, o que é triste, já que ele sempre cuidou de tantas pessoas. Michael me dizia o quanto gostava das fotos, álbuns raros e pôsteres que eu levava para ele autografar. Além disso, eu adorava pesquisar sobre as paixões dele, como a que ele tinha pelas músicas de instrumentos de cordas (violão, harpas, violinos, pianos), então, eu o presenteava com álbuns raros de artistas que eu sabia que ele apreciava. De acordo com o seu chefe de segurança, Michael estava interessado em me contratar para que eu trabalhasse em alguma área de pesquisas.
No início de junho do ano passado, mais uma vez, eu consegui dar o meu jeitinho para entrar numa loja (‘Ed Hardy’, de Christian Audigier, na Melrose Avenue) pouco antes de Michael chegar. Eu estava usando uma jaqueta como a de Beat It e queria que Michael a autografasse. Depois, MJ chegou com seus filhos, um dos seguranças me reconheceu e disse aos funcionários da loja que eu poderia ficar lá.
Com centenas de fãs e paparazzis do lado de fora, causando engarrafamento no trânsito da Melrose Avenue, eu estava lá dentro com Michael, tirando outra foto e ganhando um belo autógrafo em minha jaqueta, enquanto as câmeras do TMZ e outras emissoras nos gravavam.
Por ter tido tantas experiências maravilhosas com Michael e por ser muito sortudo de poder estar perto dele poucos meses antes de seu falecimento, eu resolvi compartilhar minhas preciosas histórias ao invés de deixá-las “engavetadas”. Estou orgulhoso por ter adquirido e preservado durante essa última década a maior coleção de itens autografados pelo grande Michael Jackson.
Por Bryan Ulrich
Para saber mais sobre a coleção de Bryan, acesse o sitehttp://www.thesignaturelibrary.com/index.php
Obrigada, Bryan, por compartilhar suas histórias 

Um encontro familiar


Na foto: Loren Ridinger e seus familiares ao lado de Michael.
“Loren, eu amei essas calças! Por favor, por favor, por favor, me deixe ficar com elas! Eu te darei as minhas calças para vestir em casa!”
É difícil acreditar que Michael Jackson se foi. Eu me lembro da primeira vez em que o conheci pessoalmente, durante um jantar na casa de Al Malnik. Al e sua família convidaram a mim, meu marido JR e minha filha Amber para um encontro particular com Michael e seus três queridos filhos, Prince Michael, Paris e Blanket. As lembranças do quanto ele amava essas crianças voltam aos montes à minha mente assim que relembro aquela noite. Ele era um pai orgulhoso, que tinha um sorriso de orelha a orelha enquanto seus filhos apresentavam uma pequena peça para nós, “Três macaquinhos sentados numa cama”. Ele riu e gargalhou muito naquela noite, estava tão orgulhoso dessas crianças e sabia como mostrá-las.
Durante o jantar, nós conversamos sobre a falta de autênticas experiências infantis na vida dele, e sobre como sua irmã Janet sempre foi tão maravilhosa e sensível com ele. Enquanto conversava, Michael falava com o coração, e eu realmente pude sentir um pouco da dor que ele deve ter experimentado durante sua curta vida. Eu acredito mesmo que a criança dentro dele estava sempre pedindo para ser liberta. Enquanto o via brincar de esconde-esconde com a minha filha Amber e as outras crianças, fiquei admirada com o tanto que ele ria, curtindo a brincadeira tanto quanto as crianças. Ouvir Michael falar era quase tão incrível quanto como ouvi-lo cantar, já que ele falava com um imenso amor sobre seus filhos, assim como sobre sua família e seus fãs. Ele era gentil, amável e marcante em todos os sentidos. Ele compartilhou histórias com a gente naquela noite como se nós fôssemos amigos desde sempre.
A noite ficou bastante engraçada quando Michael elogiou as calças que eu estava usando, porque lhes lembravam as que ele tinha usado no vídeo de Bad. Ele amou tanto as minhas calças que até me pediu para experimentá-las! Me sentindo um tanto envergonhada e sem saber o que falar, fui praticamente obrigada pela minha própria família e pelos Malniks, que continuavam pedindo, “Ah, vamos lá… Deixe ele experimentar as calças…”. Então, me rendi e disse a Michael que iria esperar no banheiro para ele pegar as calças e me devolvê-las depois. Após uns 10 minutos, eu sabia que estava em apuros. Ouvi uma rápida batida na porta e ele falou: “Loren, eu amei essas calças! Por favor, por favor, por favor, me deixe ficar com elas! Eu vou te dar as minhas para usar em casa!”. Bem, o que eu deveria dizer? Ele era, é claro, o lendário Michael Jackson e tinha simplesmente roubado o meu coração. Fiquei o assistindo mostrar a todos na casa o quanto aquelas calças tinham ficado maravilhosas nele e comecei o meu desfile de moda, usando as dele. Todos nós ríamos muito e continuamos com aquela bela noite.
Tive a oportunidade de vê-lo muitas outras vezes depois desse dia e nós sempre ríamos tanto quanto tínhamos rido na primeira noite em que nos conhecemos. Ele era sempre tão amoroso e maravilhoso. Ele se preocupava mesmo com as pessoas e com o planeta. Tenho certeza de que nunca haverá outro Michael Jackson. Ele mudou a música, quebrou todas as barreiras e demonstrou que podia realizar qualquer coisa que aparecesse em sua mente. Ele abriu caminho para tantos outros artistas, e nos deu a crença de que, se as pessoas se amassem e cuidassem uma das outras, nós poderíamos “Curar o Mundo”. Gostaria de saber se algumas pessoas desse mundo o traíram e esqueceram as palavras que ele cantou para nós com tanto amor numa música que tocava os nossos corações.
Ele fez do mundo um lugar melhor para todos nós. Michael abriu seu coração pra gente através de sua vida e sua música e, por causa dele, nós nunca seremos os mesmos.
Saudações calorosas, de Loren Ridinger.
Fonte: http://floriceg.multiply.com/journal/item/110 (Obrigada, Florice!)
http://mjfotosefatos.wordpress.com/category/lembrancas/

Uma história sobre Michael Jackson



Desde os meus 5 anos, eu tenho cantado em estúdios de toda a cidade de Nova York para gravações de comerciais, demos e até para músicas de CDs. Meu irmão, minha irmã e eu já gravamos para álbuns de vários artistas, como Gloria Estefan, Liza Minelli, Maureen McGovern e até fizemos solos para o CD de Natal do grupo Canadian Brass. Um dia, minha mãe recebeu uma ligação do nosso contratante que nos agendou uma gravação no estúdio Hit Factory. Não pudemos saber para quem iríamos cantar e só foi permitido ir um parente para cada criança. A nossa curiosidade disparou! Passamos os seguintes dias tentando para quem poderia ser essa gravação misteriosa. Decidimos pegar três capas de CDs – Frank Sinatra (que ainda estava vivo na época), Madonna e Michael Jackson.
Fomos pro estúdio e um cara nos disse que iríamos cantar apenas uma palavra…“Childhood”. Ele cantou essa parte pra gente uma ou duas vezes e depois começamos a gravar. Nós ouvíamos a música pelos fones, mas a faixa estava sem os vocais principais. Ainda não fazíamos ideia do quê ou para quem aquela gravação seria. Após cantar a palavra algumas vezes, vi pelo vidro um homem sair da escuridão; ele usava um chapéu preto, camisa vermelha e tinha um cacho caído na frente de seu rosto. Do lado de fora do estúdio de gravação, ele falou: “Vocês podem cantar um pouco mais assim… Childhood…”. Assim que ouvi aquela voz, agarrei a mão da minha irmã e falei sem mover os lábios: “É o MICHAEL JACKSON!”.
Cantei “Childhood” por mais 12 vezes e o produtor nos agradeceu, dizendo que conseguimos a gravação. Voltamos à sala onde nossos pais nos esperávamos e eu tirei a capa do CD de Bad que minha mãe segurava e o levei à assistente do Michael. Perguntei a ela se poderia chamá-lo para autografar a capa do álbum pra mim. As outras crianças que haviam cantado conosco começaram a rasgar pequenos pedaços de papel pra pegar um autógrafo dele também. Eles não eram, nem de longe, tão preparados quanto a minha família!
A assistente respondeu: “Vou ver o que posso fazer”, e ela desapareceu por cerca de cinco minutos. Quando voltou, ela disse: “Todos vocês podem me seguir?”. Nós a seguimos até uma porta com uma estrela pendurada e onde estava escrito“Jackson”. Entramos na sala e lá estava ele, que nos cumprimentou com um aperto de mão e um sorriso quando passamos pela porta e disse que era um prazer nos conhecer. Vocês podem imaginar isso?! Um prazer nos conhecer?! Sua sala estava cheia de coisas bem estranhas: bonecos dos Power Rangers em tamanho real, um conjunto de trem e um globo gigante que girava. Ele tinha fotos de crianças que havia ajudado anexadas à imagens de seus países de origem.
Michael nos fez muitas perguntas, como por exemplo, se algum de nós tinha ido acampar no verão. Ele contou que sempre pedira aos seus pais pra acampar no verão, já que isso parece muito divertido, mas eles sempre respondiam que não. Essa era a época em que a mídia especulava se ele havia ou não casado com Lisa Marie Presley.  Notei um anel no dedo dele e perguntei: “Então, esse anel significa que você é casado com a Lisa Marie?”. Ele acenou afirmativamente com a cabeça e disse: “Shhhhhh”. Nós conversamos por um bom tempo, ele autografou a capa do nosso CD e fomos para casa pensando que tínhamos acabado de passar o melhor dia das nossas vidas.
Uma ou duas semanas depois disso, minha mãe recebeu outra ligação do nosso contratante.  Desta vez, ela falou que o Michael nos queria de novo no estúdio para gravarmos uma canção de Natal. Estávamos em julho, mas quando chegamos ao estúdio, vimos que ele tinha sido totalmente decorado. Havia neve por todo o chão, uma árvore, um Papai Noel que deu presentes a todos  (cada um de nós ganhou Game Boy… dá pra notar há quanto tempo isso aconteceu!) e várias renas. Michael veio para o estúdio e, dessa vez, não se escondeu atrás do vidro. Acho que ele se sentiu mais confortável com a gente nessa ocasião. Ele próprio nos ensinou a canção e ficou conosco na cabine de som. Depois de gravada a canção, Michael convidou os nossos pais para entrar no estúdio e fizemos uma festa. Sentamos em volta do piano enquanto ele tocava e todos nós cantamos canções de Natal. Foi como se estivéssemos às vésperas do Natal no Elefante * (dos meus sogros)! (Elefante Music & School é uma empresa de música e artes cênicas de Nova Jersey. N.T.)
E então, no dia 25 de junho, quando o mundo inteiro se encontrava chocado com a morte de Michael, essas lembranças foram as que retornaram à minha mente naquele momento.
Caryn Elefante
Nota: Não se sabe qual foi a canção natalina gravada. Um dos engenheiros de Som de Michael, Rob Hoffman, um dia disse: “Nós gravamos uma canção de Natal durante o verão de 94 que precisava de um coral infantil. O Michael insistiu que, para aquela gravação, todo o estúdio deveria ser decorado com luzes de Natal, árvores, neve falsa e um trenó. E ele levou presentes para todo mundo.”

domingo, 16 de dezembro de 2012

MICHAEL é pedido em casamento por fã

Na tarde de autógrafos do álbum Invincible lançado em 2001 uma fã recebe o seu CD autografado por Michael e o pede em casamento.



SE QUEREM SABER COMO MICHAEL JACKSON REAGIRIA COM UM PEDIDO DE CASAMENTO... ASSISTAM ESSE VÍDEO!





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Michael Jackson o rei da gentileza


Por :Roney Giah em Quinta, 25 Junho 2009
Ele riu.
Pausou seu andar, me olhou e disse:
- Ok, give me your card. (okay…me dá seu cartão)
Seu nome era Michael Jackson.
Eu era um estudante de música em Los Angeles e aquela era minha primeira semana na América.
A história que antecede essa cena e sua continuação é mais ou menos simples, com exceção da mágica que a envolve.
Eram meus primeiros dias no M.I. (Musicians Institute), uma faculdade de música em Los Angeles que estudei de 1993 à meados de 1994. Acabara de achar um lugar para morar de aluguel, numa garagem de uma casa em Highland Park há 15 minutos do centro de Hollywood. Uma casa calma, onde morei os 16 meses que passei por lá, cujo gentil dono, se tornou uma grande amizade que carrego até hoje.
Na primeira semana de escola, tive a oportunidade de fazer algumas aulas com a Jennifer Batten, na época guitarrista de Michael Jackson, que alucinava o mundo da guitarra com seus solos virtuosos e sua energia espantosa.
No meu primeiro sábado Estado Unidense, após meu debut na faculdade, fui convidado por , o gentil dono da casa, para conhecer a praia de Santa Monica, uma vez que eu ainda não tinha um carro.
Muito bacana.
Um sol quente, porém moderado, diferente do forno habitual do litoral brasileiro, uma areia fina e distante da água fria que quebrava na praia, falafel no papel para enganar a fome e boas conversas. Ao fim de nossa sessão praiana, umas 16hs, estávamos indo ao estacionamento pegar o carro para voltar para casa, quando ao som de uma buzina, Jorge me pegou pelo braço e disse baixo, tentando não mover os lábios:
- Esse na Cherokee verde acenando e buzinando pra gente é um amigo meu, o Adrian. Se ele nos convidar para almoçar, responda “não”. Da última vez, ele me levou num restaurante muito caro aqui em Malibu, fiquei quatro meses pagando a conta.
Ri da história e assim fomos ao encontro da camionete do Adrian.
De janela aberta, sorridente, muito simpático, ele nos cumprimentou animado, perguntou qual era meu nome e após breves apresentações, sem cerimônia, disparou:
- Vamos almoçar?
Jorge disse não imediatamente.
Adrian insistiu.
Jorge comentou que o estacionamento ia ficar caro, que estava tarde e que tínhamos acabado de comer um falafel.
Adrian respondeu:
E daí ?
Brasileiro e desbocado, interrompi aquela conversa ridícula, confessando:
- Sabe o que é Adrian…estamos duros. Então tem que ser um lugar bem barato ou você nos ajuda a pagar a conta (nesse caso, paciente leitor, ele era nitidamente resolvido financeiramente).
Adrian parou de sorrir, olhou pra baixo rapidamente – como quem faz contas de cabeça – e respondeu:
- Claro, entrem logo antes que eu mude de idéia. E riu de suas próprias palavras.
Fomos ao primeiro restaurante; fechado (eram 16hs).
Adrian disse: conheço um bem bacana que está aberto.
Um minuto depois, ainda no bairro de Santa Monica (onde Michael morava) e sentado no banco de trás do carro, o que vi foi matematicamente improvável:
Pelo reflexo do vidro espelhado da janela de um Café Francês do outro lado da rua, vi uma porta de uma camionete limusine GMC branca abrindo e Michael Jackson saindo. Não sei se me fiz claro, mas só para constar:
Se estivesse um ou talvez dois segundos atrasado ou quem sabe adiantado, ou mesmo sentado no banco da frente, não teria ângulo suficiente para ver o reflexo da tal janela e conseqüentemente ver o Michael abrindo a porta. Tudo parecia curioso demais.
Era, porém, claro para mim o que tinha que fazer.
Falei com toda falta de intimidade que tinha com o dono do transporte:
Adrian… pare o carro. O Michael Jackson está entrando num Café do outro lado da rua.
- Quem?
- Michael Jackson.
- Como você sabe?
- Eu vi.
- E se for um sósia?
- Numa camionete limusine GMC de meio milhão de dólares?
- Adrian – bom de contas – emudeceu, mas não parou o carro.
Falei num tom mais ansioso:
- Adrian, pare o carro, por favor.
- Mesmo se for ele, o que você vai fazer?
- Trocamos olhares pelo retrovisor e ele entendeu que eu estava em um estado pouco negociável.
Paramos o carro, já longe e corri para o Café. Antes de entrar, olhei dentro da limusine; três seguranças jogavam cartas despreocupados. No Café – vazio – um casal de velhinhos comia um sundae.
Perguntei ao único garçom da casa, que secava copos:
- Onde está o Michael?
- Que Michael?
Decifrei a charada imediatamente: acredite ou não, Michael Jackson parou para ir ao banheiro e ninguém o viu entrando no lugar.
Procurei o banheiro e nada…o lugar era grande.
Até que vejo do outro lado do balcão uma porta se abrindo e Michael saindo.
Adrian, que já tinha entrado e estava por lá, o cumprimentava com alegria.
Com passos apressados cheguei a Michael:
Óculos espelhados Ray-Ban, ombreira dourada, calça preta e camisa preta (sem as famosas fardas frontais douradas, num estilo mais “casual”) ele me cumprimentou.
Com as mãos no bolso e muito relaxado, ficou parado, como que esperando uma conversa (pois na minha mente, ele teria me cumprimentado e saído às pressas).
Chocado com o súbito interesse, disse:
- Sabe, estou tendo aula de guitarra com a Jenniffer…
- Really?
E assim, do nada…ali estava eu…conversando de música com o Michael Jackson com meus pés cheios de areia. Falamos de guitarra, do que ele gostava no estilo da Jenniffer , da sua banda, de música. Até que ele me perguntou da onde eu era e comentei que era do Brazil.
- Really??! E num tom mais animado, falou:
- Cara, eu adoro o Brazil…
Perguntei por que ele não tinha tocado ainda no Brazil (era fevereiro de 1993…eu obviamente gosto de pensar que o único show que ele fez aqui dez meses depois, teve a ver com nosso papo). Ele me perguntou se eu achava que as pessoas iriam ao show. (rsrs)
- Cê ta brincando? Bobear, você tem mais fãs lá do que aqui.
Ele riu. Começou a se mover em direção a porta de saída lentamente.
Pensei:
- Puxa, já era…e perguntei:
- Você precisa ir, né?
- Não… queria tomar um sorvete…quer um?
(ceeeerto…)
- Claro. (caramba, como é surreal escrever sobre isso)
Mas na rua, do lado de fora, outra realidade se aproximava:
Adolescentes que estavam por perto esperavam sua saída, talvez por acharem que não podiam entrar no Café…não sei.
Ali, notei que acabara meu momento de privacidade com ele.
Falei sem pensar:
- Michael, queria tocar com você. Uma canção lhe acompanhando na guitarra, me daria inspiração para uma vida inteira.
- Ele parou de andar e se virou. Com um leve sorriso, ele me passou a expressão mais confiante que recebi em 20 anos de carreira encontrando todos os artistas que a vida me possibilitou conhecer. Balançando a cabeça afirmativamente, seu olhar e seu rosto diziam: “That’s it boy. That’s the attitude”.
Respondeu prontamente:
- Ok, give me your card. (okay…me dá seu cartão)
- Não tenho cartão ainda. Cheguei do Brazil faz uma semana.
- Michael olhou um vaso decorativo em cima da mesa, levantou-o e pegou um papel que estava embaixo dele.
- Olha…Escreve seu número aqui.
- Escrevi meu telefone (o do Jorge Briozzo, na verdade) apoiado em suas ombreiras.
Ele saiu. As adolescentes atacaram.
Distanciei-me e sentei, chocado.
Vi ele pegar o sorvete, mas a pequena multidão crescia e ele correu pra sua limusine com o sorvete na mão.
Antes de entrar, ele parou e olhou dentro do Café, como que me procurando.
Pensei:
- Não é possível…
Mas era. Ele veio até a porta, me viu sentado. Tirou o papel com meu telefone do bolso e o sacudiu no ar, como quem diz:
- Do caralho sua coragem brother…
Passei um mês grudado no telefone. Comprei fitas novas pra secretária. Mas ele não ligou…sniff
O único comentário do Jorge nesse dia foi: “Não acredito ! O Michael Jackson tem meu número ?!” rs
Sua presença era calma e foi sem dúvida o mais humilde pop-star que conheci, que conversei.
Tratou-me como igual, apesar de sua grandeza evidente.
Dois meses depois, e passado o alvoroço, saí da faculdade para almoçar.
Andava por Los Angeles pelos back alleys (aqueles becos que aparecem em filme). O pessoal da escola dizia que era muito perigoso andar pelos becos, mas pra brasileiro aquilo era uma piada…sério – tinha até umas tabelas de basquete penduradas pros “bandidos” brincarem.
De repente, andando sozinho, vejo uma camionete limusine GMC branca vindo em minha direção a dois por hora, apertada na estreita passagem – que não pode entrar carros, aliás…
Penso:
- Cê ta zoando ?
Não. O destino não estava brincando.
Era o carro de Michael com quatro policiais acompanhando-o a sua volta, vindo na minha direção.
Tive que parar, não dava nem para ficar ao lado da janela, pois era muito apertado pra camionete passar.
A Limo parou. A porta abriu. Michael saiu.
Só tinha eu no beco. Aproximei-me e uma policial fez sinal com a mão de “chega pra lá”.
Michael percebeu a tensão e me olhou. Parou de andar e sorriu, como se soubesse que me conhecia, mas não lembrava da onde. Hesitou, veio em minha direção, mas a policial pôs a mão em suas costas e ele parou.
Pôs o dedo indicador no lugar do relógio (mesmo não usando nenhum relógio), como quem diz:
- Pô…to atrasado…senão parava pra conversar.
Eu sorri. Ele deu tchau. Corri pra rua. Na Hollywood Boulevard tinha uma cerimônia no Wax Museum de sua primeira estátua de cera.
Aqui no Brasil, cinco anos atrás, tomando um vinho com Paulo Ricardo do R.P.M., Luiz Carlini e o pessoal da casa noturna que eu me apresentava, o Marcenaria, Luiz Carlini me disse que o Michael deu um pedal Wha Wha pra ele quando eles se conheceram no camarim do Palácio de convenções do Anhembi após show do Jackson 5.
O Rei da Gentileza.
O Rei da Dança.
O Rei da Música.
O Rei da Voz.
The King of Pop.
Não haverá outro tão cedo.
Um beijo pra você, meu irmão, que nos ajudou a sonhar mesmo sem saber.
Fonte: http://falandodemichaeljackson.wordpress.com/2012/07/23/michael-jackson-o-rei-da-gentileza/