quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BERLIM 1989 - Dancing the dream

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Eles odiavam o Muro, mas o que podiam fazer? Era muito forte pra se quebrar.
Eles temiam o Muro, mas isso faz sentido? Muitos que tentaram pular foram mortos.
Eles suspeitavam do Muro, mas quem não o faria? Seus inimigos se negavam a quebrar um tijolo, não importa o quão avançadas estavam as negociações de paz.
O muro riu gravemente. “Estou ensinando-lhes uma bela lição,” balbuciou. “Se querem construir algo para a eternidade, não usem pedras. Ódio, medo e desconfiança são muito mais fortes.”
Sabiam que o Muro tinha razão, e quase desistiram. Apenas uma coisa os impediu. Eles lembraram quem estava do outro lado. Avós, primas, irmãs, esposas. Rostos amados que ansiavam pra serem vistos.
“O que há?” o Muro perguntou, tremendo. Sem saber o que faziam, eles olhavam através do Muro, tentando localizar seus entes queridos. Silenciosamente, de uma pessoa a outra, o amor manteve o trabalho invisível.
“Parem!” o Muro gritou. “Estou desmoronando.” Mas era tarde demais. Um milhão de corações já haviam se encontrado. O Muro havia desmoronado.

(Dancing The Dream -Belim 1989)

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